quarta-feira, 27 de junho de 2018

Grande Desafio

Olá amigos e visitantes do meu blog.

Primeiramente mil desculpas pela falta de publicação no meu blog, pois desde outubro de 2017 que não escrevo nele, motivos os mais diversos mas não cabe aqui justificar, então vamos lá.
Hoje trago para os amigos o meu grande desafio o qual fiz para comigo mesmo desde dezembro de 2017 quando então decidi fazer uma longa caminhada em nosso pais. Aqui deixarei algumas linhas escritas para despertar a curiosidade principalmente daqueles que gostam de uma vida saudável, de desafios, de metas cumpridas, de testar os seus limites etc. Então, escreverei sobre: 

1- quais os principais motivos que me levaram a fazer esta caminhada:

2- escreverei sobre todos os treinamentos: distâncias, velocidade, calorias perdidas, os locais, as dificuldades (trechos, animais, pessoas curiosas, etc.):

3-Preparação com equipamentos, alimentação, principalmente o que levar na mochila;

4-Os incentivos da família, e aqueles que só criticam, fazem gozação, chamam você de fora da casinha:

5-Alimentação;

6-As curiosidades;

7-Preparação para a viagem, as pessoas que irão junto, passagem, etc;

8-Finalmente irei fazer uma matéria especial sobre a minha caminhada a qual será nos Caminhos da Fé, saindo de Tambaú SP até a Basílica de Nossa Senhora Aparecida em São Paulo, percorrendo 430 km em aproximadamente 17 dias ou mais. Quero tirar um montão de fotos e procurar identificar os locais, vou anotar tudo e publicar o que é verdadeiro e o que é mito nestes desafios, e que   vocês tenham oportunidade de conhecer e é claro, um dia fazer este caminho, ou para aqueles que  já enfrentaram desafios desta magnitude. 

Então até....

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Minha Mãe

Agora quatro horas trinta e oito minutos e trinta e oito segundos do dia vinte e seis de setembro de dois mil e dezessete. Estou aqui sentado em frente ao computador digitando os meus sentimentos e aquilo que ainda está muito vivo em minha memória, para expressar o que eu aqui chamo de vazio da perda de uma mãe. Prometi não chorar mas meus olhos estão marejados pelas lágrimas. Quero aqui falar da Dna Ely da Lila ou carinhosamente como nós chamávamos de Vó Li. Ontem nós, filhos, filhas, netos, netas, bisneto, bisnetas, noras, genros, parentes, amigos, amigas e conhecidos em geral, conduzimos ela para a sua, digamos assim última morada aqui nesta terra.
                A dor desta despedida é indescritível, só para quem passa é que sabe o quanto ela é marcante. Muito bem, quero falar:
                MINHA MÃE E MEUS IRMÃOS SÃO OS QUE OUVEM A PALAVRA DE DEUS E A PÕEM EM PRÁTICA  Lc 8,21
                A experiência de vida do idoso é um livro de sabedoria – Beth Guedes
                Vou chama-la aqui  de Dna Lila, vou relatar  aquilo que neste momento, estou sentindo e estou lembrando, tenho quase a certeza de que as minhas irmãs são consoantes com o que vou aqui registrar. Foram   89 anos, 2 meses e 14 dias que a Sra ficou aqui no mundo terreno e eu  só tenho a agradecer a Sra por ter me trazido ao mundo e ter me dado a oportunidade de ser um de  seus filhos.  Quanta coisa me ensinou, quanto mistério da sua vida guardou para si, e isso eu sei. Nunca vi a Sra levantar a voz, mesmo quando tinha vontade de fazer isso, me chamava de FILHÃO, vejam só se eu merecia isso, é só o coração gigante de uma mãe para chamar a gente assim. Nunca vi a Sra se queixar de nada, mesmo descobrindo que teve uma infância digamos assim, quase que macabra, pois logo aos três anos de vida perdeu sua mãe, imaginem vocês se criarem sem mãe, e aqui relato que isso sempre foi um mistério para nós, um buraco negro. Jamais encenou para nós em momento algum este lado de não ter tido uma mãe, e foi sempre a MAEZONA ELI, não entendo isso, nunca teve mãe e foi uma mãe fantástica para nós  quatro filhos que trouxe ao mundo, e com muito sacrifício, dedicação, amor, carinho, entrega   nos criou. Foi muito pouco a escola, e tinha um caligrafia de dar inveja a qualquer um, como pode isso? Quando eu lia as receitas que escrevia em folhas soltas de caderno, que letra meu Deus. A Sra nunca foi dormir antes que eu chegasse da faculdade, sempre me dizia VADINHO ou simplesmente DINHO como ela carinhosamente me chamava; deixei comida para você lá na cozinha, não vá dormir sem se alimentar. Lembro um dia quando ainda garotinho e meu pai me levou no hospital para visita-la, aliás aqui um parêntese, perdi as contas de quantas vezes a minha mãe ficou hospitalizada; aí ela me olhou e viu que eu estava mal vestido, pois tivemos uma infância pobre, mas nos orgulhamos disso e dos nosso pais;  ela simplesmente virou o rosto para o lado,  começou a chorar e hoje eu estou aqui chorando por entender o quanto naquele momento ela estava sofrendo por não estar em casa cuidado de mim, me vestindo, me agasalhando, me alimentando, como sempre ela fez, mesmo tendo pouquíssimas condições para isso. A vida foi passando e ela sarou, e pudemos ter uma vida mesmo com  dificuldades, mas muito feliz, sim naquele tempo pouca coisa nos fazia feliz. Ela nos ensinou a sermos unidos, a repartir sempre, ela nunca ficou sentada a mesa,   quando eu já era adulto e chegava em sua casa para visita-la, ia logo levantando e oferecendo algo para mim comer, mesmo agora nos seus últimos dias de vida, sempre dizia, abra o armário, abra a geladeira e lá tem coisas para vocês comerem, que coisa fantástica, quando vamos ouvir isso agora, NUNCA MAIS Tenho que parar de escrever, estou chorando, não é feio chorar, e eu que tinha prometido para mim mesmo para não chorar, mas não tem como. Sai lá fora da minha casa, o dia ainda não amanheceu, o céu está muito escuro, mas sei que ele está em festa, pois a Sra agora está lá, é certeza disso, ouço um sabiá cantar, procuro entender como ele tão indefeso, tão frágil e não deixa de cantar, foi Deus que criou os pássaros e as mães, isso eu não tenho dúvida nenhuma. Volto e continuo a escrever tentando aqui remexer o baú das lembranças,  sim lembrei; no dia do meu aniversário ela sempre me dava como presente um bolo de bolacha, aliás minha mãe era uma exímia cozinheira e mágica também, pois as grandes dificuldades que tivemos na vida, mesmo assim  ela conseguia produzir alimentos saborosíssimos, não consigo entender até hoje como fazia isso. Minha mãe me ensinou a repartir, sim repartir,  como dizia meu falecido e  querido pai, hoje isso  é MANGA DE COLETE, ela me ensinou a praticar o verbo PARTILHAR, é só a minha mãe tão simples, tão humilde, tão sofrida na infância, me ensinar uma sabedoria dos deuses, das pessoas que realmente passam pela terra e deixam marcas profundas de sabedoria. Passamos muitíssimos momentos felizes com ela, ela tocava gaitinha de boca, fecho os olhos e vejo isso agora, continuo sem entender como aprendeu isso, tentava me ensinar pelo menos a música PARABÉNS A VOCÊ  e eu não consegui aprender, pois eu tenho facilidade para tocar percussão. Lembro que uma época eu ainda morava com meus pais, fui tocar em uma banda no carnaval, e o desgaste foi tanto e quando  cheguei em casa desmaiei, minha mãe me encontrou caído e me levantou me recuperando com um assopro bem forte no rosto, coisas de mãe. Mais ou menos dez anos atrás minha mãe adoeceu novamente, minhas irmãs, a essas queridas e amadas minhas irmãs, que eu seria nesta vida sem o carinho delas, vejam só, eu era o único homem entre os quatro filhos que minha mãe trouxe ao mundo, que privilégio minha gente; elas cuidaram da minha mãe como se fosse um passarinho, pois ela ficou muito debilitada, mas recuperaram ela, vida que segue. Os anos se passaram, e ela já com oitenta e poucos anos, adoeceu novamente, e agora para não sarar mais, minhas irmãs cuidaram dela em todos os aspectos, ela ingeria muitos remédios, eu era, digamos assim a pessoa que cuidava da logística do grupo, uma irmã  cuidava da alimentação, outra da higiene, outra das finanças, e assim nós quatro cuidávamos dela, meu pai e a minha mãe nos ensinaram a HISTÓRIA DO FEIXE DE VARAS, a união faz a força. Perdi as contas as dezenas de vezes que levei ela aos médicos fora de nossa cidade, ela tinha pavor de viajar e é claro, de médicos e no final da sua vida  precisou tanto deles, e como ela foi bem tratada por todos os profissionais da saúde, pessoas essas, abençoadas por Deus. Trazendo a história para os dias atuais, minha mãe foi adoecendo cada vez mais, já com oitenta e oito anos, notávamos que mesmo com um esforço terrível não conseguia se locomover corretamente, tomava muitos medicamentos como já relatei, e isso era uma pauleira para minha irmã, minha mãe com a doença que acometeu, começou a perder a vontade de viver. Seis meses atrás perdeu o seu esposo, ai a coisa degringolou, mesmo sem expressar verbalmente os seus sentimentos, nós percebíamos que a perda do seu companheiro afetou muito a sua saúde,   não se alimentava direito, não caminhava, ficou na cama, mesmo assim fizemos tudo o que pudemos  para recuperar aquele corpo e sabíamos que não iriamos conseguir. Oitenta e  nove anos de luta, não é qualquer máquina que aguenta, mesmo assim olhávamos em seus olhinhos, os quais fitavam o infinito, que ela queria continuar vivendo. Quando internamos ela pela última vez, já dávamos apenas gotas de água em uma seringa, seu cérebro não comandava mais nem para engolir a água. Minha querida mãe enfim você partiu, foi para uma outra dimensão, foi para a vida eterna. Você foi um ícone para nós, minha esposa falou que quando ela também perdeu sua mãe, a Sra que passou a ser a mãe dela, que coisa maravilhosa isso, a Sra foi a mãe de todos nós, isso nunca nós iremos esquecer, eu tive a felicidade de poucos, em poder ter meu pai até os noventa e um anos e minha mãe até os oitenta e nove, seria muito egoísmo da minha parte querer que vocês vivessem mais, e por outro lado as enfermidade que acometeram vocês, não poderíamos exigir mais. Quero falar das pessoas que tiveram junto com nós nos últimos momentos de vida da minha mãe bem como todos os que lá estiveram no dia no seu guardamento, aqueles que mandaram mensagens pelo celular, os meus filhos que não mediram esforços, mesmo morando a milhares de quilômetros, vieram para dar o último adeus a vó Li. Quantos abraços, quantas palavras de conforto, quanta gente presente, não sabia que minha mãe e que nossa família era tão querida. Isso nos conforta, isso nos dá esperança de que o mundo pode e deve ser mais fraterno, mais humano, que não devemos nos envergonhar de nada, que devemos chorar, jamais encontrarei palavras para agradecer tudo isso, vocês todos foram demais. Sou cônscio de que aquelas pessoas que ali estiveram  era por nossa família, mas principalmente pela minha mãe, ela era naquele momento o centro das atenções por tudo que representou por tudo que semeou nesta terra, isso nós vamos reconhecer sempre, vamos ser sempre gratos. Dizia uma senhora ao me abraçar na hora em que levávamos minha mãe, para sua última morada, ESSA HORA DA DESPEDIDA FINAL DE CORPO PRESENTE É UMA DOR INDESCRITÍVEL A QUAL TODOS, SEM EXCEÇÃO TEREMOS QUE UM DIA PASSAR. Finalizando, precisamos acreditar, temos que acreditar e acreditamos, do pó viestes e ao pó voltarás, início, meio e fim, não morremos e sim  iremos para a vida eterna com o CRIADOR. Descanse em paz minha querida mãe, você agora não faz mais parte do nosso convívio material, vou te amar sempre, procurarei seguir cada vez os seus passos e ensinar aos meus filhos os seus ensinamentos e seus exemplos.  São seis horas e dezesseis minutos do dia vinte e seis de setembro de dois mil e dezessete, o dia já está amanhecendo, vida que segue, continuo chorando...

                

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Passagens que Ficaram só na Lembrança.

Olá amigos do meu blog.
Hoje escrevo sobre o que ainda me recordo dos meus tempos de guri. Sei que cada um de vocês tem muitas lembranças do tempo de infância, umas boas outras nem tantas, mas quem não tem lembrança porque não teve passado e posso afirmar com muita certeza de que nós fomos felizes naquela época.Quero que você faça as comparações do hoje e do ontem e comente.
Já passei dos 60 anos de idade, e relato aquilo que passei junto de minhas três irmãs e meus queridos pais e que graças a Deus são vivos e gozando de boa  saúde até os dias de hoje.
Meu pai  era funcionário público estadual, atualmente está aposentado,  trabalhou em um setor que era chamado de ASSOCIAÇÃO RURAL depois CASA RURAL, onde se  comercializavam produtos agrícola e veterinário. Um  homem muito trabalhador, honesto, muito enérgico, disciplinado e pontual.. Ele  além de vender, dígamos assim  os remédios para a criação como ele dizia, também prescrevia se baseando  muitas vezes no relato que o dono da criação fazia sobre as condições e comportamento dos animais. Eu me recordo muito bem, meu pai me levava para  ajuda-lo em pequenas tarefas no local de trabalho, eu  me sentava em uma bolsa ou um saco de semente de trigo e ficava vendo o meu pai atender a população que vinha do interior comprar os dito cujo remédios para a criação (vacina para aftosa, vacina para peste suína, carbúnculo hemático, sintomático, peste de cega), sim era assim que eles falavam, me recordo alguns remédios, hoje chamados de medicamentos; era o ganaseg,a  pantomicina, o pentabiótico, o lepecid, alguns venenos para a lavoura, que eram o cupravit, e o famoso e mortal BHC 12% que nós vendíamos a granel, não usávamos máscara nem luva, os chamados hoje EPIs., as carpideiras , as plantadeiras e adubadeiras  tração animal e as famosas enxadas marca jacaré, que saudades daqueles tempos em que eu ajudava meu pai, ficando no balcão quando ele precisa se ausentar para ir ao banco. Um episódio interessante que ocorreu foi  quando atendi um freguês como eram chamados os clientes naquela época, ele emitiu um cheque e esqueceu de assinar e quando meu pai retornou e viu aquilo, ainda bem que o freguês era sério e regularizou posteriormente o problema, eu lembro até hoje o nome dele.  Meu pai era um PRÁTICO RURAL ou seja, um veterinário sem diploma, mas ele acertava praticamente cem por cento dos casos e curava a criação daquele povo.Cansei de ver o meu pai muitas vezes levantar da mesa deixando nós e seu almoço por terminar num dia 25 de dezembro, para ir atender uma criação de um morador do interior, a qual já fazia dias que estava caída em uma valeta e o proprietário vinha para a missa do natal da cidade e aproveitava para consultar e levar o meu pai, e lá ia ele sem reclamar e franzir a testa e pasmem os senhores, NUNCA COBROU UM CENTAVO SEQUER DE NINGUÉM, trabalho exclusivamente voluntário. Meu pai cansou de castrar porcos, porcas, fazer partos em vacas enfim ele era um quase veterinário, só sinto não ter incentivado para que ele fizesse um curso superior na área, pois é, e por isso que quando vieram os doutores de diploma para a nossa cidade, simplesmente proibiram ele de continuar fazendo aquilo que mais gostava e a população era beneficiada com isso, coisas do mundo capitalista e ele continuou comercializando os tais produtos agrícolas e veterinário até a sua aposentadoria.  Bem, essas passagens se eu for contar todas que recordo vai longe, então volto a relatar sobre a minha infância. Nós somos em quatro irmãos, três femininas e um masculino, e como já disse, meu pai era funcionário público estadual, e vejam os Srs. até hoje, mais de sessenta anos do meu nascimento e eu não sei e nunca vi o quanto o meu pai recebe de salário, mas tenham a certeza não é muito. Pois é, nosso pai e nossa mãe nos criaram, nos educaram e muito bem por sinal, com uma remuneração que nós seus filhos não sabemos o quanto era. Nós comíamos carne uma vez por semana, comíamos feijão, arroz, pão feito no muque como dizíamos ou seja, amassado e sovado nas mãos e depois assado no forno de tijolo, a broa de centeio que era feita com produtos naturais, banha de porco, etc, e isso sustentava pra caramba,  passávamos banha e açúcar e quando tinha manteiga caseira com mel puríssimo. Íamos dormir cedo, deitávamos em um colchão de palha de milho, pois no outro dia tínhamos que levantar bem cedo para tratar a criação, tínhamos porcos, galinhas, vacas, cabritos, para o sustento de casa. No inverno, que naquela época era bem mais  rigoroso, tínhamos que ajudar a tirar o leite das vacas, me recordo com saudades,  levava minha caneca de alumínio com toddy (espécie de chocolate em pó) e o meu pai após lavar bem as úbres das vacas, tirava diretamente o leite   para a minha caneca, aquele leite quente, puríssimo e eu tomava aquilo com prazer e satisfação. Quero fazer um relato da minha vida como nós falava naquele tempo, VIDA DE LEITEIRO. Depois do meu pai tirar as vacas (ordenhar), eu levava o leite num  balde de alumínio devidamente limpo (higienizado) pela minha mãe, para dentro de casa, muitas vezes tropiquei e cai derramando quase tudo, levava uns puxões  de orelha   do meu pai, isso era bem normal. Lá dentro estava minha mãe esperando para engarrafar o leite, que era colocado nos litros de vidro devidamente limpos. Os litros vazios meu pai pegava  nos bares da cidade, litro de cinzano, capilé, conhaque, enfim as bebidas que vendiam na época, aí colocávamos os litros de molho em uma tina (tanque) de madeira, deixando-os por até vários dias para soltar o rótulo que era colado não sei com o que, era uma cola resistente. Após este prazo, removíamos os rótulos esfregando uma palha de aço (espécie de bombril grosso), removendo todo o papel e a cola. No seu interior colocávamos alguns grãos de  feijão cru, água e um pouco de cinza de fogão, chacoalhávamos até ao olharmos contra a luz e observássemos que ele estava totalmente limpo, secávamos no sol e aí sim estava pronto para receber o leite. Para retirar alguma impureza do leite, minha mãe coava   num paninho branquíssimo o qual era lavado com sabão de soda caustica feito em casa e após, deixado para branquear no anil e  através de um funil os litros eram enchidos (envasados manualmente um a um  e fechados com uma rolha de cortiça http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2013/09/rolha-e-o-produto-mais-famoso-feito-com-cortica-extraida-do-sobreiro.html, a qual era esculpida com uma faca dando o formado de um tampão que vedasse bem o leite no litro. A comercialização (entrega ao consumidor), naqueles tempos longínquos, já se praticava o tal "DELIVERY",   meu pai levava  grande parte dos litros em uma charrete, (tipo de transporte puxado por um cavalo), os quais iam acomodados numa espécie de caixa (engradado), confeccionado artesanalmente por ele, e lá  ia ele bem de madrugada para a cidade "entregar o leite diretamente na casa do consumidor"  e após,  ia para o trabalho, deixava o cavalo amarrado num poste de energia elétrica em frente ao seu  local de trabalho e retornava para casa só a noitinha. Lembro que o meu pai fazia uma rota de entrega e eu fazia outra. Minha tarefa era colocar de seis a oito litro de leite em uma espécie de mala de garupa feita de pano onde era vestida pela cabeça, os litros ficavam quatro nas costas e quatro no peito, eu seguia a pé  por aproximadamente 4 km até a cidade fazendo também a entrega do leite em várias casas e pasmem os amigos do meu blog,  teve freguês que até hoje não pagou o dito cujo leite entregue no sistema DELIVERY. Vejam só, a pessoa que hoje é minha esposa, naquela época também fazia este tipo de serviço parecido com o meu. Me orgulho muito de ter realizado este tipo de trabalho na minha infância, nem por isso deixei de ser criança, nem por isso fiquei traumatizado ou tive qualquer problema psicológico, continuo amando e admirando meus pais. Vejamos hoje, ninguém na sua infância pode executar qualquer tipo de tarefa, por mais leve e simples que seja. Claro que  sou contra o trabalho escravo, da exploração infantil, mas tem um velho ditado a boca se amolda de tanto fumar cachimbo ou, quem não sabe fazer não sabe mandar, o que se vê hoje, é uma sociedade sem lideranças, sem poder de criatividade, robotizada, totalmente dependente de aparelhos, a maioria não sabe somar dois mais um sem usar uma máquina calculadora, quanto mais fazer cálculos mais complexos. Hoje sou um homem realizado, feliz de ter vivido naquela época, de ter ajudado meus pais na dura caminhada de criar os seus  4 filhos com pouco recurso. Hoje todos nós somos casados, constituímos família, cursamos uma faculdade, quase todos os irmãos já criaram e também já formaram seus filhos, somos uma família unida, procuramos estar juntos em todos os bons e mal momentos, e este alicerce que nossos pais nos deixaram, é que  nós procuramos passar  para os nossos filhos. Somos cônscios de que precisamos melhorar ainda mais, no que tange a educação, participação voluntária na sociedade, e outras coisas mais, mas temos a consciência de que o  projeto de vida dos nossos pais deu certo. 
Naquele tempo nós tínhamos respeito e talvez medo dos nossos país. Sentávamos todos juntos à mesa para as três únicas refeições do dia, não podíamos interferir na conversa dos adultos, sempre pedíamos a benção aos nossos pais, pegando e beijando a sua mão direita ou sobrepondo nossas mãos uma sobre a outra dizendo: "a benção pai, a benção mãe, a benção madrinha e a benção padrinho", e eles respondiam, DEUS TE ABENÇOE MEU FILHO.Íamos dormir muito cedo, não tinha televisão, só um velho rádio o qual funcionava através de um acumulador (veja matéria neste blog). Rezávamos o Pai Nosso, Creio em Deus, Ave Maria, cantávamos nas escolas os hinos nacional, estadual e o municipal, levantávamos da carteira para receber a diretora da escola quando ela adentrava em nossa sala de aula,.enfim respeito, educação, cordialidade, limites a esses limites, bem. Finalizo, pois nas próximas postagens falarei sobre a escola, esporte, minha vida profissional, social, escoteiro, exercito, Rotary, conjunto musical e é claro meus hobbies,  etc.
Até.....

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Orgulho de ser BRASILEIRO

Caros visitantes do meu blog.
Talvez vocês achem que o título da minha postagem não seja adequado  devido o  momento que nós brasileiros vivemos em nosso país. Eu depois de ter assistido pela TV a abertura dos JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016, não tenho outras palavras a não ser de dizer que a CHAMA OLÍMPICA  do orgulho de ser brasileiro reascendeu em meu coração.
Ao abrir as manchetes dos principais jornais nacionais e internacionais na manhã do dia seguinte a abertura dos jogos e poder ler que os elogios foram unanimes, nos faz acreditar que com todos os problemas que estamos vivendo em nosso país e no mundo, o palco de abertura de uma olimpíada  é incomparável, foi simplesmente incrível.
Quem teve a oportunidade de ver a abertura, acho que sentiu o mesmo orgulho que eu, pudemos ver e acreditar que somos capazes de fazer uma abertura a altura de qualquer país de primeiro mundo sem falsa modéstia.

O El País, da Espanha, exaltou a forma com a qual a cerimônia conseguiu traduzir a cultura brasileira através da música de Gilberto Gil, do espetáculo de cores e da beleza da modelo Gisele Bundchen, que desfilou com um vestido prateado ao som de “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim. 

O norte-americano The New York Times classificou a abertura dos Jogos como uma “lição da história brasileira, muita música e cultura”. Outra jornalista do mesmo jornal se surpreendeu com a até então organização da cidade e do evento. “As notícias provenientes do Rio, antes de chegarmos, fez soar como se, no minuto em que saíssemos do aeroporto, estaríamos cercados por assaltantes, traficantes, sequestradores, mosquitos e esgoto portando doenças. Até agora, nada disso aconteceu”, analisou Sarah Lyall.
Já o Clarín, da vizinha Argentina, afirmou que a cerimônia de abertura teve “um caráter inevitável: ao de uma festa. Por suas cores, por seus fogos de artifício, por sua música, por seu povo, pelo Cristo Redentor, ao fundo, ícone universal de uma cidade em que cabem vários mundos”.O veículo argentino ainda destacou alguns dados da festividade, como os 70 mil espectadores no estádio, as 3 bilhões de pessoas que acompanharam o evento através dos diferentes canais de comunicação, os 45 chefes de Estado presentes, os 300 bailarinos, os 5 mil voluntários, os 14 quilômetros de cabo e as três toneladas de materiais de pirotecnia. 


É claro que em se falando em abertura dos jogos, pudemos ver a organização, 
a condução do espetáculo de forma talentosa. Mostrou com muita luz e música a diversidade cultural que este querido país tem. Um dos principais pontos da cerimônia foi quando procurou mostrar ao mundo as mudanças climáticas que o país e o mundo enfrentam. A emissão de gases de efeito estufa, o degelo dos polos com consequência
a elevação do nível do mar e o aumento da temperatura entraram em cena para quase que implorando para um mundo mais sustentável. O plantio das semente (207 espécies) por todos os atletas que participaram da cerimônia, as quais após germinarem serão plantadas no local que hoje está instalado o Parque Radical no Complexo Esportivo de Deodoro, onde será criada a floresta dos atletas. A participação na abertura de muitos atletas os quais fizeram história e nos deram muitas alegrias em suas modalidades esportivas. Sabemos que faltou muita gente boa que poderia ser lembrada e não foi, mas é assim mesmo, seria muito pior se não tivéssemos ninguém para lembrar e homenagear nos momentos importantes da nossa vida. Li alguns comentários de internautas e infelizmente  li alguns que realmente me entristeceu, pois tem pessoas que acredito que só sabem criticar as ações dos governos, parece que só enxergam digamos assim, em preto e branco, e não entendem que as rosas não são só pétalas, cores e perfumes, também tem seus espinhos que fazem parte da sua estrutura. Também tinha opinião contrária ao nosso país em sediar as olimpíadas bem como a copa do mundo. Devemos sim ter nossas opiniões próprias, tecer nosso comentários inteligentes e com fundamentos, mas não ser ignorante ao ponto de  não enxergar aquilo que é bonito, que divulga nossa cultura, que mostra do que somos capazes de fazer apesar de todas as adversidades. Falando em linguagem esportiva, tem gente que nunca teve a coragem de pegar a bola e assumir a responsabilidade de bater um pênalti em um jogo de futebol, e aí quando aparece um com essa coragem, fica torcendo que erre, que não tenha sucesso e outras coisas mais.  Então que essa olimpíada nos de coragem, que possamos ver nas disputas esportivas, lealdade, determinação, espírito esportivo, saber e aceitar que sempre terão pessoas mais preparadas que nós, e termos a capacidade para nos preparar melhor em todos os sentidos para a vida, ou sermos humildes em aceitar as derrotas como parte integrante do crescimento dos seres humanos.    Teremos oportunidade de assistir a disputa de 42 modalidades Olímpicas. Em 19 dias de competição, 306 provas valem medalhas, 136 femininas, 161 masculinas e 9 mistas.Que o espírito olímpico traga a paz e a união aos povos do mundo inteiro. QUE VENÇA O BRASILLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Audiência Geral - Papa Francisco.

Papa Francisco \ Audiência Geral

Olá visitantes do meu blog.

Papa: sabedoria e equilíbrio na educação 

dos filhos:

Abaixo, uma parte daquilo que o Papa Francisco falou na praça 
São Pedro no dia  20.05.2015, dizendo que a educação 
dos filhos compete aos pais,  se você quiser ver o seu pronunciamento mais completo 
acesse o site abaixo.

O Pontífice concluiu sua reflexão afirmando que
“a boa educação familiar é a coluna vertebral
do humanismo. 
“A sua ‘irradiação’ social é o recurso que
compensa lacunas, feridas, vazios de
paternidade e maternidade dos filhos
menos afortunados. E esta
 ‘irradiação’ pode fazer milagres!”, completou.
Pais saiam do "exílio"
Antes de passar às saudações finais,
o Papa pediu ao Senhor que doe às
famílias cristãs a fé, a liberdade e
a coragem necessárias para aa sua missão. 
“Quando a educação familiar redescobre
 o contentamento de seu protagonismo,
muitas coisas mudam para melhor para
os pais incertos e desiludidos. Chegou
a hora que os pais e as mães saiam
de seu ‘exílio’ e reassumam
plenamente o seu papel educativo.
Esperemos que o Senhor conceda
 esta graça: de não autoexilar-se na
 educação dos filhos."
(CM/BF)






http://br.radiovaticana.va/news/2015/05/20/papa_sabedoria_e_equilbrio_na_educa~cao_dos_filhos/1145321

sábado, 3 de outubro de 2015

Alerta aos donos de animais.

Olá visitantes do meu blog

Publico abaixo  para conhecimento e multiplicação do alerta sobre animais soltos nas ruas de nossa cidade que aliás, continuam em números cada vez maior. E pasmem os Srs.,  tem gente que ao ver um animal na rua próximo a uma casa, monta digamos assim, um acampamento para o bicho, não por ele não merecer isso. Pergunto, porque essas pessoas não pegam os animais e levam para suas casas, ao invés de colocar, comida, água e até uma casinha para eles morarem, uma maneira na contra mão daquilo que deveria ser feito, pois o animal por instinto próprio, emporcalha a grama dos vizinhos próximos a sua morada, late quase sem parar atrapalhado o sossego do moradores, além de avançar ferozmente em quem passa a pé ou principalmente de moto pela localidade. O homem já está descobrindo novos planetas e nós seres humanos não conseguimos resolver um problema tão simples, como diz o velho ditado; É QUASE O FIM DA ROSCA.
Eu já me coloquei a disposição para ajudar à minimizar o problema, mas infelizmente quase ninguém quer se indispor, e aí fica neste marasmos e sem uma solução legal para  problema, ANIMAIS SOLTOS NAS RUAS DE NOSSA QUERIDA CIDADE, 


UTILIDADE PÚBLICA
Sempre a nossa Rádio Difusora chega com suas informações com grande rapidez. E hoje não foi diferente!!! Parabéns aos profissionais de nossa Rádio Mariane Franco Macuco e Lucas.
O anúncio dos gatinhos que haviam sido resgatados em terreno baldio, na Rua Manoel Furtado Neves, não levou 5 min e o dono apareceu. Que bom!
...

E APROVEITO O MOMENTO para dizer como seria muito bom também se as pessoas que gostam destes bichanos tomassem consciência e os mantivessem dentro de suas respectivas casas.
As pessoas que escolhem não ter animais em casa, com todo o direito, não precisariam todos os dias encontrar em seus quintais sujeiras indesejáveis. Estas sujeiras contaminam as verduras, prejudicando a saúde. Além dos miados noite adentro!
OH GENTE, VAMOS TER RESPEITO PELA PROPRIEDADE ALHEIA, ASSIM COMO NÓS TIVEMOS A CONSCIÊNCIA DE NÃO PREJUDICAR ESTES BICHANOS?